Hello, 2017!

Antes de abraçar o novo ano que se inicia, é necessário saber dizer adeus ao ano que passou. É importante entender que cada momento vivido valeu a pena, mesmo os ruins – e que tudo que aconteceu fez da gente um pouco mais quem somos. 2016 foi de longe o ano mais intenso da minha vida, nunca vivi tanto em tão pouco tempo. Tive tantas experiências incríveis que realmente, não posso reclamar – o ano começou com uma viagem que fiz com minha mãe pra visitar minha vó de surpresa em Pernambuco, que foi a primeira vez que viajei sozinha com minha mãe e foi muito bom ter a companhia dela nos perrengues de aeroportos e traslados, que não foram tantos. Pernambuco tem o céu mais lindo e estrelado que já vi na vida – e foi observando esse céu que tive a ideia que mudou meu ano, eu iria fazer um estágio em NY! Foram alguns meses de preparação tirando passaporte e visto, e no final de Julho, embarquei para o meu sonho (sei que estou devendo muitos posts sobre isso aqui ainda, e eles irão sair – eu prometo). Os acontecimentos dos meses seguintes ao da viagem foram completamente inesperados, descobri que amor não é suficiente como idealizei a vida inteira, e vi que quem ama também vai embora, sim… mas deixa marcas eternas na gente. Não tenho como dizer que é fácil, de forma alguma, foi o momento mais difícil até o momento, mas, TUDO PASSA – ainda vou tatuar isso em mim. O final do ano foi cheio de descobertas, viajei para alguns lugares, fui em alguns shows, participei de algumas corridas, perdi alguns medos, como o de andar de moto, por exemplo e voltei meus olhos para pessoas muito especiais.


Nos primeiros minutos de 2017, estava pela primeira vez vendo os fogos na praia – sentindo uma emoção enorme por ter passado por mais um ano, por ter sobrevivido a tantos sentimentos fortes, por ter sido tão forte em tantos momentos difíceis, por todas as vezes que me perdi sozinha em outro país e mantive a calma, por tudo que eu fiz por amor, por todas as pessoas que amei intensamente. Chorei tanto, e não era mais de tristeza, era de felicidade, de plenitude e de amor – amor pela vida que há muito tempo não tinha.

Quero começar o ano fazendo algo que sempre quis fazer, mas nunca me comprometi de verdade – acho que por medo de não conseguir cumprir, mas… no fim do ano veremos o saldo das minhas metas!

  1. Parar de deixar as coisas pra depois, e começar a fazer AGORA – eu sempre fui o tipo de pessoa que acumula afazeres e depois se ferra com tanta coisa pra fazer;
  2. Ser mais organizada com as minhas obrigações – ainda mais agora, que é o ano do tcc, manter uma agenda seria perfeito;
  3. Organizar minhas finanças – todo ano é a mesma história de que vou economizar, masNOSSA que coisinha bonitinha preciso muito disso pra viver;
  4. Terminar minha casa;
  5. Conseguir completar uma corrida acima de 5km;
  6. Estar mais presente na vida das pessoas que eu amo;
  7. Viajar para pelo menos dois lugares novos;
  8. Atualizar o blog ao menos uma vez por semana;
  9. Cuidar e dar mais atenção para o meu cachorro, que completou seus 6 aninhos há dois meses ♥;
  10. Me amar e me aceitar mais como eu sou.

Bom ano pra gente, amigos!

Beijos,

Ju

 

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Sobre a vida…

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É engraçado ver as voltas que a vida dá, né? Comecei a escrever esse texto e apaguei diversas vezes – é muito difícil falar sobre algo que nem mesmo eu entendi ainda. Posso dizer que essa viagem foi um grande divisor de águas na minha vida. Me arrisco a dizer que houve a vida pré-Nova York e agora estou vivendo a vida pós-Nova York. Cheguei naquele momento da vida em que normalmente somos obrigados a aprender a dançar conforme a música, e nos deixar levar pelo ritmo sem pensar muito bem no que estamos fazendo. Só fechar os olhos e ir. Não tenho direito de dizer que tudo que vivi foi em vão, pois cada momento vivido me trouxe onde estou hoje e me levou a ser quem sou.

Ainda estou absorvendo tudo que vivi em Nova York e como prometido, vou falar sobre tudo aqui. Foram tantas coisas incríveis, tanto aprendizado, que nunca saberia transmitir com palavras – mas prometo que vou tentar.

Recebi uma mensagem linda no meu último dia lá, de uma pessoa que me acolheu e me tratou tão bem como nunca imaginei que seria tratada, e é com essa mensagem que termino esse post.

“Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou. Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior… Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa. E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.
Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.
E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós'”.

Beijos,

Ju

Onde vou trabalhar em Nova York

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Essa provavelmente é uma das partes mais incríveis dessa experiência: trabalhar na famosa Times Square, um dos maiores centros comerciais do mundo onde os prédios instalam luminosos gigantes para fins publicitários – que nem parecem reais de tão legais que são. Sobre o trabalho em si, para quem não viu esse post aqui, eu irei fazer o meu estágio obrigatório da faculdade no departamento de marketing da empresa onde eu trabalho aqui no Brasil, que tem sua sede em Nova York. O estágio terá duração de um mês, e em cada semana eu irei fazer algo diferente – minha supervisora de estágio já me adiantou que essa é uma época muito agitada por lá, com muitos eventos legais pra gente organizar e muita gente nova passa pelo escritório nesse período.

O meu canal favorito sobre Nova York – Amigo Gringo, que eu já indiquei nesse post, tem um vídeo legal sobre a Times Square, vou deixar aqui pra vocês verem.

Não vejo a hora de falar muito sobre isso aqui, quando eu tiver minha própria opinião sobre o lugar. Pra acompanhar tudo e sempre saber quando tem post novo, sigam o instagram do blog!

Beijos,

Ju

Como é trabalhar na Disney #2

Se você ainda não viu os outros posts sobre a Disney, clique aqui para ver a apresentação, e aqui para ver a parte 1 da história, que é contada pela minha amiga Luciana.

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Voamos com a saudosa Transbrasil, todos juntos no mesmo vôo por 8 horas durante toda a noite. Chegamos bem cedo e um ônibus nos esperava, então fomos levados ao condomínio onde moraríamos nos próximos 3 meses – o Vista Way. Nos reunimos no Clubhouse, que é uma espécie de recepção do condomínio e de lá fomos levados aos nossos apartamentos para deixar nossas bagagens e retornar ao Clubhouse para um longo dia de assinatura de contratos e regras do condomínio.

Ao retornar ao apartamento, me dei conta de que moraríamos em seis pessoas, sendo quatro de nós éramos brasileiras que chegamos juntas (eu, Renata – com quem eu dividia meu quarto, Marianna e Juliana) e as duas que já estavam acomodadas eram americanas (Kelly e Alice). Éramos em duas por quarto, um banheiro para dois quartos e outro banheiro para um quarto.

No dia seguinte acordamos muito cedo e fomos ao Disney University para o Traditions, um treinamento de dois dias para todos os recém chegados sobre todas as empresas que compõem a Disney, políticas, regras gerais e conhecimento cultural e tudo mais. Foram dias intensos, mas muito dinâmicos e divertidos. Foi lá que ficamos sabendo onde trabalharíamos e quais seriam nossos cargos.

Depois do Traditions, o grupo se dividia e cada um ia pro seu parque ou hotel onde trabalharia, no meu caso desta primeira vez era no All Star Sport Resort, a maior rede de hotéis do mundo. O All Star Resort é composto pelo Sport, Music e Movies (que na época ainda não existia). Cada um com aproximadamente 3000 quartos. É um hotel de categoria acessível junto com o Pop Century Resort, um dos principais rumos dos grupos brasileiros de turismo.

No final do Traditions descobri que trabalharia como Food & Beverage Hostess – com alimentos e bebidas. Tudo que eu não queria (Hahaha!). Na época não sabia nem fritar um bife e fazia arroz na panela elétrica japonesa, que é minha descendência.

Tivemos meio dia de treinamento sobre o Resort e o restante do dia foi um overview do All Star Sport e tirando medidas dos uniformes.

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Dia seguinte demos início ao treinamento de uma semana no meu local de trabalho, a praça de alimentação. O contrato pede o mínimo de 40 horas semanais de trabalho, sendo na maioria das vezes 5 dias de trabalho de 8 horas e 2 dias de folga. Ganhávamos por hora e nosso pagamento era toda quinta-feira.

Lá havia a Bakery, onde se vendia pães doces e doces em geral, o Market, mercado onde se vendia principalmente frutas, saladas e outras e bebidas que não tínhamos nas nossas máquinas, Barbecue, onde se vendia churrasco estilo americano, Grill, onde se vendia sanduíches, a Pizzaria e a Beverage Island, onde estavam as máquinas de refrigerante, condimentos, etc.

O trabalho lá era por escala e com bastante rotatividade. Através de um estudo, concluíram que após uma hora fazendo a mesma coisa o ser humano fica entediado e perde o interesse, então tínhamos um intervalo de 15 minutos a cada 1 hora.

Cada dia trabalhava num lugar diferente e dentro de cada local havia 4 ou 5 posições de atendimento diferentes, era muito interessante e realmente o estudo é imenso. Primeiramente foi surpreendente o novo vocabulário pra decorar, tirando as pizzas e os itens do mercado – eram muitos sanduíches diferentes, acompanhamentos de churrasco e da padaria então, nem se fala! O treinamento consiste em 5 dias de aprendizado com todos os procedimentos de abertura e fechamento de todos os shops, atendimento padronizado e após isso, no 6º dia, tem o check-out. É a prova pra ver se passamos ou não pra podermos ficar por nossa própria conta. Nesse período usamos uma bandeirinha em nosso crachá onde diz: Earning my Ears (Ganhando minhas orelhas). Todos sabem que isso significa que estamos em treinamento e assim todos tem mais paciência conosco.

Quando trabalhamos lá somos chamados de Cast Member (Membros do Elenco), porque tudo lá é um grande show. Em nossas horas vagas ou dias de folga, podemos entrar nos parques gratuitamente e temos 25% de desconto em merchandising dentro da propriedade Disney.

Foi uma experiência sensacional – primeira vez que morei fora de casa, ainda dividindo o apartamento com mais 5 garotas e em outro país. Dessa vez não fiz viagem nenhuma, preferi conhecer mais a área mesmo, já que só tinha ido pra Disney uma vez no meu aniversário de 15 anos e não me lembrava de muita coisa. Meus dias de folga eram regados de Disney – se não nos parques, nos parques aquáticos ou passeando e conhecendo os hotéis deles mesmo: estudando a perfeição da temática deles.

Não deixem de acompanhar os próximos capítulos, temos uma surpresa pra vocês.

Have a magical day!

Como é trabalhar na Disney #1

Esse é o primeiro capítulo da série que foi apresentada aqui algumas semanas atrás – caso você não tenha visto, clique aqui. A partir de agora, toda semana teremos minha amiga Luciana Inose aqui contando pra gente tudo sobre essa experiência incrível da vida dela.

Ainda incerta sobre a carreira, vinda de uma recém troca em cima da hora de Medicina para Turismo depois de 2 anos de vestibular e cursinho, tendo acabado de passar na Unicamp, dei início ao curso de Turismo na Anhembi Morumbi e, pra minha surpresa, logo no primeiro mês anunciaram uma palestra pra trabalhar na Disney. Foi hiper motivante escutar sobre as oportunidades que ofereciam pra esse estágio, no mesmo dia já começaram as entrevistas. Foram 2 dias de entrevistas intensas em grupo, ministradas pelo representante da Disney no Brasil – da empresa JZG Brazil de Camburiú.
Eu já era formada e fluente em inglês há 3 anos, mas foi a primeira vez que precisei usá-lo fora da sala de aula. Eu estava um poço de nervos.

Depois disso, a primeira lista de aprovados levou duas semanas pra sair e tivemos a segunda rodada de entrevistas. Desta vez individual e com os recrutadores da Disney, que vieram de Orlando pra essa finalidade. Foi a minha primeira vez falando com um americano e ainda pra entrevista de trabalho – a sensação de que a qualquer momento iria desmaiar era constante. Depois de mais duas longas semanas, saiu a última lista dos aprovados e lá estava o meu nome! A partir daí, depois de tanta ansiedade… MAIS ANSIEDADE.

Mais duas semanas se passaram e tivemos um encontro na faculdade pra comprar as passagens e levar toda a documentação para o visto. Neste encontro, muitas das pessoas que passaram nem compareceram, pois os pais não autorizaram suas idas. Na época era moda o golpe de levar brasileiros para trabalhar no exterior e acabarem tendo que se prostituir, então os pais estavam muito receosos pois era o primeiro grupo oficial da Disney e nunca tinham ouvido falar nisso antes.

Passando uma semana, recebi em casa uma pasta de “Welcome” da Disney, com uma carta de agradecimento por aceitar a oportunidade (Hahahahaha, isso pareceu piada né, eu que deveria estar agradecendo!), um mapa da propriedade e um livreto do “Disney Look”, que era um importante manual básico sobre cortes de cabelo, unhas, barbas, cores, tamanhos, acessórios… Enfim, tudo para padronizar a aparência Disney.

Depois disso foi infindável a espera de três semanas para o nosso embarque. Em um acordo com a Universidade Anhembi Morumbi, tivemos um calendário especial de provas, pois iríamos antes do final do 2º bimestre e voltaríamos logo depois do final do 3º bimestre. Passando o que pareceu uma vida pra mim – regada a muitos sanduíches, chocolates e noites em claro, chegou o grande dia do embarque em Maio. Com uniformes especiais para a ocasião e muita empolgação, nos reunimos no aeroporto de Guarulhos. O primeiro grupo oficial de brasileiros indo trabalhar na Disney para o 1º Summer International Program!

Não deixem de acompanhar os próximos capítulos.

Have a magical day!